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COMENTÁRIOS

ESGOTAMENTO PROFISSIONAL

07
FEV
2017

“Burnout: Quando o trabalho ameaça o bem-estar do profissional”

(Ana Maria T. B. Pereira)

Um grande vilão para todo e qualquer profissional nos dias de hoje é o esgotamento profissional.

 

Tudo parece um estresse cotidiano e não é visto com grande importância. Até porque, parece uma fase que vai passar. Porém, não passa.


As expressões: “Estou no meu limite”; “Não aguento mais”; “Vou explodir” nunca fizeram tanto sentido como fazem diante desse contexto.


Pois bem, estamos diante da Síndrome de Burnout.


E você sabe o que significa isso?

 

O termo burnout começou a ser estudado na década de 70 pelo psicanalista nova-iorquino Herbert J. Freudenberg que faz referência ao estágio mais elevado de esgotamento e exaustão, sendo nomeado como o estresse crônico laboral.

 

A Síndrome de Burnout causa danos físicos e, principalmente emocionais e psicológicos. É uma doença que leva a mudanças bruscas de humor, ansiedade, baixa imunidade, insônia, dores musculares, irritabilidade, problemas intestinais, cansaço excessivo, falta de motivação e, em casos mais graves, até ao suicídio.


É necessário estar atento aos sinais e, quando estão relacionados com problemas pessoais, a atenção tem que ser redobrada.

 

Você conhece alguém assim ou já se sentiu no ápice do esgotamento profissional?

 

Sendo predominante em profissionais que possuem empregos emocionalmente desgastantes, como os profissionais da saúde, é uma doença que pode atingir qualquer pessoa. Excesso de demanda e sobrecarga de tarefas são alguns fatores que podem ocasionar o quadro.


Algumas sugestões para prevenir o esgotamento baseiam-se em conversar sobre o que está incomodando; apontar os problemas; tirar férias; praticar exercício físico e procurar um especialista.


O esgotamento profissional tem tratamento e o quanto antes for identificado por profissionais capacitados, melhores são os resultados. Não é fraqueza, é doença!


Finalmente, estar atento aos sinais que o próprio corpo emite é um primeiro passo. Ter informações, conhecer e saber identificar que alguns sintomas não são normais e não cessam pode ajudar ao reconhecimento e a necessidade de um pedido de ajuda. Cuide-se!

 

Bruna Caroline Turse Barroso é  Psicóloga e Pós Graduada em Psicologia Hospitalar pelo Hospital Israelita Albert Einstein em São Paulo/SP.

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